sexta-feira, 18 de maio de 2018

Primavera ☼

Hoje, a escola do Gonçalo vai participar no desfile de Chapéu de Primavera. E ele lá foi com o seu. Essas iniciativas dão trabalho, mas é tão bom ver o resultado final.

Lindão do meu coração 💗




quinta-feira, 17 de maio de 2018

Caso de vida ⇝

A Sandra é mais um rosto da viuvez precoce. A Sandra ficou viúva aos 33 anos. Com dois filhos. Tal como muitas mulheres que perdem os seus maridos, ela também perdeu a alegria de viver. Aquele brilho no olhar. Aquele objetivo de vida. "Aguentou-se" porque tem dois filhos que precisavam {e precisam} dela. 

Agora que ambos já estão crescidos, ela deparou-se com uma vida despojada de interesse, de alegria, de felicidade. Já se passaram 12 anos. E a Sandra continua a vestir-se preto. Engordou. Não gosta da sua imagem. Continua presa ao passado.

Não consigo ficar indiferente a esta história. Não consegui conter as lágrimas ao ouvir cada palavra dita por essa mulher. 

Tal como ela, também perdi aquele brilho perante a vida. Também "aguento-me" pelo meu filho. Também engordei. Também lido mal com as cores que visto. Também vivo muito presa ao passado.

No caso da Sandra foram 12 anos nessa escuridão. 12 anos!

A Sandra confessou que, durante 5 anos, esperou que o marido voltasse. Confesso que, durante muito tempo, também pensei assim. Também esperava que voltasse. Guardei as roupas deles, os sapatos... porque caso voltasse, iria precisar! Tinha a sensação de ouvir a chave a rodar na porta. Tinha a impressão de o ver chegar na moto. 

Cada vez mais acredito que, só mesmo quem passa por uma experiência tão dolorosa como esta consegue perceber a dimensão da nossa dor, da ausência que sentimos, do vazio em casa e na nossa vida. 

O caso da Sandra é importante ser visto e compreendido, porque abrange muitas áreas associadas ao luto - a auto-estima, a solidão, o desânimo, o "aguentar-se" pelos outros, o deixar-se influenciar por terceiros, o não achar-se merecedora de ser feliz, a fome emocional... 

Cada um lida com a dor de forma diferente é certo e sabido. Reage às adversidades com maior ou menor grau de resiliência, na medida em que muita coisa influencia a nossa forma de encarar a vida e as rasteiras da mesma. 

No entanto, vi no olhar da Sandra uma vontade de sair desse "buraco", um desejo de ser feliz, mas ao mesmo tempo, uma impotência tremenda para o fazer. Foram muitos anos. Demasiados. É difícil mudar todo um padrão mecanizado de sobrevivência. É difícil, mudar mentalidades. Acredito que as mentalidades mais retrógradas também não a tenham ajudado a avançar na vida. É difícil destruirmos barreiras culturais. É difícil, mas não impossível. Requer um esforço adicional. Uma força interior que nos permita sair da nossa zona de conforto.

A Sandra {como todas as "Sandras" deste mundo} precisa de alguém que a ajude de verdade. Que acredite nela. Que não emita juízos de valores sobre os seus comportamentos. Que a apoie incondicionalmente. 

O luto é dos processos mais complicados e difíceis pelo qual o ser humano passa. É dilacerante.

O luto precisa de pessoas-luz para que os enlutados possam sair da escuridão em que mergulharam e possam acreditar que é possível voltar a ser felizes

Para a Sandra, que provavelmente não lerá este post, 
mas para ela para todas as "Sandras", um forte abraço. 
Estamos juntas!

Entrevista aqui 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Família ↠

Hoje, comemora-se o Dia Internacional da Família. E não poderia deixar passar esta data em branco. Valorizo muito a família. Acredito que sem ela, tudo teria sido bem mais difícil de suportar. 

A família tem sido o meu porto de abrigo. O lugar âncora, onde me sinto segura. Onde sei que, independentemente, de concordarem comigo ou não, terei sempre apoio incondicional. 

Mas família também é amizade. Aquela que vem para ficar. Aquela que, nem a distância, nem o tempo, separa. 

Aquela que cuida. Que sabe que somos mais do que aquilo que mostramos. Que aceita os nossos defeitos. As nossas manias. As nossas inseguranças. Que respeita o nosso tempo. Que está do nosso lado. Sempre. Independentemente da dimensão da tempestade. 

Família nunca abandona. Não guarda ressentimentos.

Família é saudade. É amor. É carinho. É gestos e partilhas. É recordações. É amar mesmo que a morte nos separe.

Família é amor incondicional. 
   


#diainternacionaldafamilia


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Ser mãe...

Ser mãe é, sem qualquer sombra de dúvidas, o que me dá mais prazer. Amo ser mãe. Amo ser mãe do meu Gonçalo. Embora nem sempre seja fácil, é o papel que mais me desafia. E o que me faz sentir completa.

Quando nasceu não foi amor à primeira vista. Mas, foi um amor que foi crescendo. Um amor avassalador. Um amor que não trocaria por nada deste mundo.

Educar uma criança é um desafio. Educar um filho sozinha eleva este desafio. Eleva-o na medida em que há um único sentido nas tomadas de decisões. O meu. E, há dias, em que isso é muito assustador.

Como tenho vindo a aprender na vida, os desafios são para ser tomados com as duas mãos bem firmes e encarados de frente. A maternidade é um deles.

A maternidade trouxe inúmeras aprendizagens. Conheço-as sob duas perspectivas. Com o pai da criança. E sem ele.

Seria expectável que com as correrias do dia a dia, o trabalho, a casa, as neuras que nos apoquentam... educar um filho sozinha fosse algo mais complicado, cansativo. Há dias que sim. Poucos felizmente. Aliás cada vez menos.

Procuro encarar essa "nova maternidade" com calma, diálogo e compreensão. Porque acredito numa relação mãe-filho sem gritos. Numa relação baseada na cumplicidade. Temos regras e rotinas em casa que têm de ser cumpridas. Mas, também temos a leveza de as quebrar quando sentimos que é isso que nos faz bem.

Ouço muitas vezes, que o Gonçalo só quer a mãe. Só "vê" a mãe. Dito desta forma até parece ser algo de mau. Apesar de sentir alguma mágoa por perceber que há ali qualquer coisa de condenável, aceito que pensem assim, porque essas vozes não sabem, nem entendem o que se vive na minha casa. Talvez não tenham a capacidade de perceber mais além do que aquilo que mostramos.

Talvez essas mesmas vozes não percebam a cumplicidade que vamos criando, todos os dias. A relação de companheirismo entre mãe e filho. As noites mal dormidas em que o único colo é o da mãe. As birras que culminam num abraço apertado à mãe. Os banhos demorados dados pela mãe. Os jantares... com a mãe. Porque, efetivamente, em casa, só nos temos um ao outro.

É natural que a mãe passe a ser vista como o seu único porto de abrigo. Sei que com o tempo os comportamentos alteram-se. A mãe já não será tão precisa. Faz parte. Enquanto isso não acontece, aproveito essa cumplicidade deliciosa que se vai construindo. Vou saborear os beijos, os abraços, os xis apertadinhos, os "amo-te", os "gosty"... Vou sorvendo cada bocadinho desse menino da sua mãe, fazendo ouvidos moucos a tudo o que possa abalar este estado de plenitude que a maternidade me dá.

sábado, 12 de maio de 2018

Nada é por acaso ♡

... no dia dos teus anos, a música que Portugal apresenta no Festival da Eurovisão, diz tanto♡  A saudade... o amor eterno... 

Todos os dias "rego o teu jardim"... a mais bela das flores... o nosso menino... ♡

Eu não te quis menos do que tudo, sempre, meu amor
Se no céu também és feliz...

São as flores, o meu lugar
Agora que não estás rego eu o teu jardim...





40**

São 40, meu "velhinho"! Tanto falavas neles. Tantas vezes dizia "estou a ficar velho. São quase 40!". Quis a vida, o destino, ou o que quiserem, que os passasses {fisicamente} longe de nós. Sabes o quão eu adoro festejar aniversários. Os teus. Os meus. Os do Gonçalo. Os de namoro. De casados. Do primeiro beijo. Tudo era motivo para festejar.

Acredito que, onde quer que estejas {e acredito que estejas num sítio muito bonito, porque um coração tão lindo como o teu só pode estar num lugar lindo e apaziguador} também estarão em festa por te terem, por puderem celebrar a pessoa que foste, és e serás sempre. 

Hoje, os festejos centrar-se-ão no amor que sentimos por ti - eu e o pikachu - na falta que nos fazes {oh céus, e que falta}, no carinho com que te recordamos, todos os dias, na saudade que vive cravada nos nossos peitos... hoje, para ti, cantaremos numa oração nossa daqui até aí. 

O dia 12 de maio será sempre motivo para sorrir. Será sempre motivo para agradecer. Será sempre motivo para te recordar. Recordar, assim, como mostram as fotografias, doidinhos, de sorrisos no rosto e de coração a transbordar de amor.

Amamos-te daqui até aí ♡ Parabéns amor!!!

O tempo voou
O mundo se transformou
o que não mudou, é o amor 
que sinto por ti!








segunda-feira, 7 de maio de 2018

# fim de semana {#18}

Fim de semana recheado de muito amor, amizade e ternura. Pincelado com as cores do meu clube. Azul e branco. 

O amor é assim... pelo menos para mim!




sexta-feira, 4 de maio de 2018

As cores da saudade ❧

A escola do Gonçalo convidou os alunos a participarem num concurso sobre a natureza. Uma forma de sensibilizar os alunos para a importância das florestas

Decidi participar. Escolhi uma fotografia que o Jorge tinha tirado. Não escolhi uma fotografia qualquer. Escolhi uma que me diz muito. Uma fotografia carregada de simbologia

A fotografia foi uma das últimas fotos que o Jorge tirou. No dia 1 de novembro de 2016. Um dia em que eu insisti para que saíssemos de casa. Um dia em que ele até não queria muito ter saído. Um dia em que, sabia de antemão, muito dificilmente se voltaria a repetir. E tinha razão. O Jorge foi internado no dia 3 de novembro e só regressou a casa em dezembro, já bastante doente. 

Por isso, resolvi participar. Para eternizar um dos nossos últimos momentos a três. Um momento que reflete, na perfeição, a beleza do nosso amor. A três. Com a natureza como pano de fundo.

Sei que é apenas um concurso. Mas, sei que onde quer que ele esteja, estará, certamente, orgulhoso pelo filho ter ganho um concurso com uma das suas fotografias. 

E eu? Eu estou infinitamente grata por tudo isso!

Obrigada a todos os que contribuíram 
para que a fotografia fosse a vencedora!

{mais fotos desse dia, aqui}


quinta-feira, 3 de maio de 2018

"Achar-se no direito"

No livro "A Subtil arte de dizer que se fod@", o autor faz referência aquelas pessoas que passam a vida a usar {e abusar} daquele "estatuto" do "achar-se no direito de..."

Aquelas pessoas cujos dias são de um lamento entediante... e que por isso, consideram que a vida, as pessoas, o mundo, whenever devem ter "pena" delas e, como isso vão aproveitando para desculparem as suas atitudes por detrás desse escudo.

É legítimo que fiquemos revoltados, zangados com tudo e todos. Que nos magoemos com comportamentos, atitudes. Que nos sintamos "inferiorizados" por nos termos vistos despojados do que mais amamos. Que sintamos "raiva" por vermos a felicidade alheia.

Tudo isso é legítimo... mas, até certo ponto. A raiva inicial vai dando lugar à aceitação e à tomada de consciência de que, há situações que fogem ao nosso controlo. E que não vale a pena culpabilizarmos tudo o que mexe pelas dificuldades que atravessamos.

É importante irmos entendendo que "achar-se no direito" não é desculpa para sermos egocêntricos, egoístas e deixarmos vir ao de cima o pior que há em nós.

No domingo à noite, enquanto arrumava a cozinha, a minha atenção prendeu-se numa reportagem que passou no Jornal da TVI. Falava de um senhor que  tinha tudo para ser feliz, mas não o era. Por isso, dedicou-se em procurar a fórmula para a felicidade. E diz ter encontrado.

Fiquei curiosa. Afinal, quem não busca essa fórmula? 

O mais interessante nesta reportagem prende-se no facto deste mesmo senhor, ter perdido um filho com 17 anos. E mais, este mesmo homem escrevia sobre a felicidade poucos dias após a morte do filho. Como é que alguém escreve sobre a felicidade uns dias após a morte de um filho? 

Bem, ele simplesmente canalizou as suas energias em como conviver com essa perda. Aprendeu a partilhar  a vida com essa dor. Transformou a dor. Escolheu não sofrer. 

Este mesmo homem poderia {e com legitimidade} "achar-se no direito" de tomar determinadas atitudes menos corretas - enveredar pelo alcoolismo, passar a ser violento... afinal a vida também ela fora violenta com ele - como forma de compensar a sua perda.  É o que, muitas vezes, a sociedade espera de nós. 

Nos primeiros dias, após uma perda, todos ficam preocupados conosco. Vigiam os nossos comportamentos. Analisam o nosso discurso. Parece que esperam de nós uma explosão de emoções que extravase o nosso ser. Ficam atentos aos sinais que possam evidenciar um comportamento dito "de direito". 

Acho curiosa essa ideia que prolifera por este mundo de se "achar no direito". Digo isso porque sei que uma perda, um acontecimento marcante, pode efetivamente turvar-nos as ideias. Já tive essa sensação de me achar no direito porque afinal fiquei viúva com 33 anos, com um filho de dois nos braços. Já me senti injustiçada por achar-me no direito de... mas depois parei para pensar. E não era aquilo que queria para mim. Ter pena é das piores sensações do mundo. Não quero ser a "coitadinha que ficou viúva com um filho". Não quero aquele olhar de pena. Senti-o muitas vezes, e infelizmente, ainda o sinto.  Muitas pessoas, querem compensar a perda que tive com atitudes que não concordo, nem aceito. Não há nada a compensar. Não há como preencher esse vazio. Não há "tem mais direito porque.. ". Esse "ter direito" não aceito.

Quero sim, o direito.. de procurar a minha felicidade. De fazer aquilo que eu sinto que me pode ajudar. De viver a vida que eu sinto ser melhor para mim. Procurando não magoar ninguém, mas também não baixando a cabeça ao que os outros querem. Fui aprendendo isso. Fui trabalhando o saber dizer que "não". É custoso. Quem me conhece sabe que é o meu calcanhar de Aquiles. Para agradar os outros, vou relegando os meus desejos para segundo planos. É uma aprendizagem. Constante.

Tal como o é viver. Viver de acordo com aquilo que acreditamos.

E, que reside em coisas mínimas... como o sorriso do meu filho. O seu abraço. O seu olhar. Sentir que ele é feliz. Reside em ter os meus por perto. Sentir a amizade. O carinho. Reside em aproveitar o pouco que temos tornando-o no muito que nos faz bem. ღ

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Surpresas boas**

Quando menos esperamos, somos surpreendidos!

Ontem, meu mano chegou a casa com uma daquelas surpresas boas... um livro!

Mas não era um livro qualquer, era aquele livro que eu tinha estado a pesquisar e ficara interessada em comprar. Tinha até, escrito um post, na segunda-feirapara o blogue sobre este mesmo livro. Mas, não o publiquei ainda. 

Quando o vi a chegar com o livro, escondido debaixo do casaco, fiquei duplamente feliz. Por ser aquele livro. Por se ter lembrado de mim quando o comprou.

"A equação da felicidade". 

Um testemunho de um homem que tinha tudo para ser feliz. Sucesso. Saúde. Família. Mulher. Filhos. Dinheiro. Muito dinheiro. E mesmo assim, não era feliz. A prova de que a felicidade nem sempre reside nesses pré-requisitos que a maioria das pessoas considera fundamental para atingir um estado de pura satisfação. 

A felicidade é muito mais do que isso. 

Vamos lá "demorar" o livro!

Obrigada mano!!


segunda-feira, 30 de abril de 2018

#fim de semana {#17}

Contrariar o ritmo alucinante do dia a dia com um domingo caseiro, recheado de muito beijos, xis apertadinhos, jogos, esconde-esconde, sestas demoradas, banhos relaxantes, e muitas, mas mesmo muitas pinceladas de amor ♥ 

É tão bom ser tua mãe, minha abobrinha!

Gosto de ti, desde aqui até à Lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.